O mercado de vinhos no Brasil alcançou uma marca histórica em 2025. Pela primeira vez, o consumo nacional ultrapassou 3 litros por habitante ao ano, enquanto o setor movimentou aproximadamente R$ 21,1 bilhões.
Os números mostram um cenário de expansão e também revelam mudanças nas preferências do consumidor. Vinhos brancos, espumantes, rótulos premium e opções sem álcool ou com baixo teor alcoólico ganham espaço, enquanto produtores de diferentes países aumentam o interesse pelo mercado brasileiro.
Mercado de vinhos no Brasil movimenta R$ 21,1 bilhões
Em 2025, o mercado de vinhos no Brasil movimentou cerca de R$ 21,1 bilhões. O resultado acompanha o aumento do consumo e a diversificação da oferta disponível aos consumidores.
O segmento de maior valor agregado também apresentou desempenho relevante. Os vinhos super premium, com garrafas acima de R$ 1 mil, registraram crescimento de aproximadamente 15% no faturamento.
O resultado indica que o mercado não cresce apenas em volume. Existe também uma parcela de consumidores disposta a investir em rótulos de categorias superiores, ampliando as oportunidades para produtores, importadores e varejistas.
Consumo de vinho ultrapassa 3 litros por habitante
Outro marco importante foi o consumo brasileiro superar, pela primeira vez, a marca de 3 litros de vinho por habitante ao ano.
O número ainda fica distante de mercados tradicionais, como a Argentina, onde o consumo chega a cerca de 30 litros por pessoa. Mesmo assim, a nova marca representa um avanço para o Brasil e reforça o potencial de crescimento do setor.
Entre os fatores associados à expansão estão a entrada de novos consumidores, o maior interesse por diferentes estilos de vinho e o fortalecimento da produção nacional.
O mercado brasileiro também se destaca pela variedade de origens. Ao contrário de países em que o consumo se concentra principalmente nos rótulos locais, o Brasil recebe vinhos de diversas regiões produtoras do mundo.
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Vinhos brancos ganham espaço
As mudanças no comportamento do consumidor também aparecem na preferência por diferentes tipos de vinho. Segundo informações apresentadas no contexto da ProWine São Paulo, os vinhos brancos são a categoria com maior crescimento percentual.
Enquanto os brancos avançam, os rosés permanecem estáveis e os tintos registraram uma retração de 1,4%.
O movimento pode estar relacionado às características do mercado brasileiro. O clima e a gastronomia do país favorecem ocasiões de consumo nas quais vinhos mais leves e refrescantes podem ganhar preferência, como almoços e encontros durante os meses mais quentes.
A tendência também pode ampliar a variedade de rótulos brancos disponíveis ao consumidor nos próximos meses.
Espumantes registram crescimento de 8%
Os espumantes também aparecem entre os destaques do mercado. Em 2025, foram comercializadas 4,5 milhões de caixas de nove litros, volume que representa crescimento de 8%.
O desempenho reforça a presença da categoria entre os consumidores brasileiros e acompanha a diversificação das ocasiões associadas ao vinho.
Além de celebrações, os espumantes podem ocupar diferentes momentos de consumo, o que amplia o público interessado na categoria.
Vinhos sem álcool começam a conquistar o mercado de vinhos
Outra tendência observada no mercado é o avanço dos vinhos sem álcool ou com baixo teor alcoólico.
A oferta desse tipo de produto ainda é menor que a de vinhos tradicionais, mas já existe uma mudança na disponibilidade. Opções que antes apareciam principalmente em lojas especializadas começam a chegar com mais frequência aos supermercados.
A expansão acompanha um consumidor interessado em alternativas diferentes para ocasiões nas quais não deseja consumir bebidas alcoólicas ou prefere reduzir a ingestão de álcool.
Para o mercado, a categoria representa uma oportunidade de diversificação e pode atrair novos públicos.
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ProWine São Paulo mostra as tendências do setor
A expansão do mercado brasileiro também aparece na ProWine São Paulo, uma das principais feiras profissionais do setor.
A edição de 2026 reúne mais de 2 mil produtores de 43 países no Expo Center Norte. Pela primeira vez, o evento ocupa dois pavilhões, acompanhando o aumento do interesse de produtores internacionais pelo Brasil.
Em 2025, a feira recebeu mais de 20 mil visitantes, dos quais 87% eram tomadores de decisão. Na ocasião, aproximadamente R$ 250 milhões em negócios foram movimentados durante o evento, com uma projeção de alcançar R$ 500 milhões nos três meses seguintes.
A feira funciona como um ponto de encontro entre produtores, importadores, distribuidores, sommeliers e compradores de supermercados, bares, hotéis e restaurantes. Assim, muitos dos produtos apresentados no evento podem chegar ao varejo brasileiro nos meses seguintes.
O que os números indicam para o mercado de vinhos?
Os dados apontam para um mercado brasileiro cada vez mais diversificado. O crescimento do consumo per capita ocorre ao mesmo tempo em que novas categorias ganham espaço e consumidores demonstram interesse por diferentes origens, estilos e faixas de preço.
O avanço dos vinhos brancos, dos espumantes e das opções sem álcool mostra que o consumidor não está limitado aos tradicionais vinhos tintos. Já o crescimento dos rótulos super premium indica oportunidades em segmentos de maior valor agregado.
Com R$ 21,1 bilhões movimentados em 2025 e o consumo ultrapassando 3 litros por habitante, o mercado brasileiro de vinhos entra em uma nova fase de expansão. A variedade de produtos disponíveis e o interesse crescente de produtores internacionais devem continuar transformando as opções encontradas pelo consumidor no país.

