A aprovação provisória do Acordo UE-Mercosul pelos países da União Europeia, anunciada na sexta-feira, 9 de Janeiro, abre caminho para uma queda gradual nos preços dos vinhos europeus importados pelo Brasil.
Especialistas estimam que a medida aumente a variedade de rótulos disponíveis no mercado nacional ao longo dos próximos anos.
Apesar do avanço político, o acordo ainda não entrou em vigor. A União Europeia precisa formalizar os votos por escrito até as 17h no horário de Bruxelas (13h no Brasil). Somente após essa etapa o tratado poderá ser assinado.
Neste artigo, entenda tudo sobre o assunto até o momento.
Como o Acordo UE-Mercosul impacta os vinhos importados?
Atualmente, Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai (membros do Mercosul) pagam 27% de imposto de importação sobre vinhos provenientes da Europa. Com a implementação do Acordo UE-Mercosul, essa tarifa será reduzida progressivamente até ser totalmente zerada em um prazo entre 8 e 12 anos.
O período varia conforme o tipo de vinho, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Por que o vinho europeu pode ficar mais barato?
Segundo a OIV (International Organisation of Vine and Wine), Itália, França e Espanha lideram a produção mundial de vinhos. Isso permite encontrar rótulos de qualidade a preços baixos no continente, muitas vezes entre dois e cinco euros.
No Brasil, porém, o imposto atual corrige esses valores para cima, tornando irrelevante importar vinhos muito baratos.
Como explica o professor Roberto Kanter, da FGV: “Com a tarifa vigente, vale mais importar um vinho de 15 euros do que um de cinco, porque o imposto aproxima os preços e o consumidor que já busca vinho europeu aceita pagar mais.”
Redução gradual deve estimular diversidade
À medida que a tarifa diminuir, mais empresas brasileiras tendem a apostar em vinhos europeus de preço mais baixo. Isso impulsionaria a presença de rótulos intermediários, ainda pouco acessíveis no Brasil, com qualidade competitiva.
“O consumidor brasileiro será beneficiado. Terá acesso a uma oferta muito maior de vinhos de qualidade média por preços melhores”, afirma Kanter.
Impacto no mercado brasileiro de vinhos
Concorrência mais forte com Chile e Argentina
Hoje, os rótulos mais competitivos no Brasil vêm principalmente do Chile e da Argentina, que têm produção ampla e custos menores. Com o avanço do Acordo UE-Mercosul, vinhos europeus podem seguir a mesma trajetória, ganhando espaço nas lojas e supermercados.
E o impacto sobre os produtores nacionais?
A tarifa levará anos para ser zerada, o que dá tempo para adaptação dos produtores brasileiros, concentrados no Rio Grande do Sul. O economista Marcos Troyjo observa que a maior concorrência também movimenta toda a cadeia do setor:
“Mais consumo de vinho amplia a demanda por garrafas, rolhas, rótulos e profissionais como sommeliers e garçons. Isso gera expansão setorial.”
O que esperar nos próximos anos?
A queda de preços não será imediata. A redução tarifária ocorrerá escalonadamente ao longo de até 12 anos. A tendência, porém, é clara: mais rótulos, preços mais competitivos e uma presença mais forte de vinhos europeus no mercado brasileiro.
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